2 novas finalistas do concurso #ArtToMasterpiece parte 3

Henrietta UK

Conheçam a Henrietta, a Henrietta conta-nos uma história bastante tocante, sobre como a sua cor de pele era o seu inimigo nos seus primeiros anos e como o seu peso se tornou na razão pela qual foi rejeitada pela sua família. 

“A minha jornada começou há muito tempo atrás. Os rapazes gozaram comigo por causa da minha cor de pele não tanto por ser negra, mas a minha cor de pele era um negro muito escuro. Costumavam chamar-me de “Ataque Negro”, “Besta Negra”, “Monstro Feio” e algumas mais. Gozaram também com a largura dos meus lábios, chamava-lhes lábios de borracha. Mesmo que não fosse nada desses insultos havia sempre quem gozasse também com o meu peso e era muito brutal. Arranjavam troncos de árvores e espetavam-me com eles e atiravam-me comida.

 

As crianças podem ser muito brutais, especialmente quando és uma adolescente. Aparentemente isto também acontece aos adultos.

Mais tarde, pensava ter arranjado o amor da sua vida, no entanto as coisas não correram como ela esperava: 

“Conheci o pai dos meus filhos e pensei que finalmente tinha encontrado um homem que me amava por quem eu era. Como poderia estar mais enganada. Engravidei, tivemos um filho lindo. Foi aí que achei, que sabia o que era o verdadeiro amor. Depois de ter tido o meu filho, quis ter a certeza que andava sempre bonita, no entanto, depois de um tempo apercebi-me que o meu marido se tinha tornado abusivo sem nenhuma razão aparente. Chamava-me nomes, fazia-me sentir mínima, que até deixei de comer, porque pensava, se não comer não posso ganhar mais peso. Passava fome até desmaiar no meio da rua e a ambulância veio. O meu corpo estava uma lástima, sem quaisquer energias de reserva. Odiava-me tanto nessa altura que nem sequer queria sair de casa. 

Queria mostrar não só ao pai dos meus filhos mas também ao mundo e toda a gente que me rebaixava, que toda a gente deve ser amada. EU devo ser amada. EU PRECISO muito desta cirurgia. Não só iria ajudar-me mas iria fazer a diferença na vida das pessoas que podem ter passado pelo que passei.

 

Josefine, Belgium – hallux

 

Recebemos um email de uma mulher chamada Josefine. Todos concordamos que esta história merece ser escolhida e publicada no nosso blog. Josefine, uma dançarina Belga, teve problemas com os seus pés. 24 anos a dançar fizeram com que os seus pés se tornassem cansados, engelhados e pouco atraentes. Ainda pior, causam-lhe dor e não só quando dança, mas também quando anda. A Josefine já não dança profissionalmente, mas ainda faz parte do mundo da dança – é uma professora. Leia a sua história e veja quando sacrificou para se tornar quem é, quanto trabalhou para conseguir o que queria.

“Dançar sempre foi a minha maior paixão desde criança. Comecei quando tinha 6 anos e sabia que o meu destino era tornar-me profissional. Sou uma mulher solteira que se focou na sua carreira de dança por mais de 20 anos. Nunca realmente pensei em ter uma família minha, pelo menos não agora. Nos meus 30, estou “reformada” mas agora trabalho como uma professora e tenho aulas grátis a adolescentes e novos adultos que têm problemas domésticos. O meu trabalho requer que use saltos altos, mas no trabalho não penso na dor. Faz-me lembrar dos meus anos dourados e de todo o trabalho que fiz. No meu dia-a-dia, quando mudo de sapatos, os meus pés doem-me tanto, quase não consigo andar. Decidi então que devia remover parte do meu dedo grande. Não consigo imaginar a minha vida sem a dança, mas começo a sonhar também em construir uma família. Poderei eu fazer isso agora? Sinto-me como uma deficiente”.

 Se tiverem uma paixão verdadeira na vida, não importa se causa dor ou não. O que acontece então quando a tua paixão muda tanto que não podes funcionar da maneira normal que sempre funcionaste? Ou então, podem desistir de algo que amam tanto e que fizeram durante a vida inteira?