Confissões de uma sugar babe: o primeiro encontro

Foi sobretudo a curiosidade que me levou ao Sugar Daters, o desejo de saber mais sobre um mundo que não me era nada familiar. Claro que já tinha ouvido falar sobre sites como este e relações como estas, já tinha lido artigos sobre o tema ou até visto reportagens que ilustravam uma realidade que parecia muito distante. Decidi experimentar. Afinal, não tinha nada a perder. O pior que podia acontecer era ficar como estava, sozinha. Não tinha, por isso, muitas expectativas ou ilusões.

Como qualquer outro site de relacionamentos, há muito por onde escolher. E a dificuldade é, muitas vezes, a escolha. Mas é também assim offline. Registei-me como sugar babe e fiquei desde logo surpreendida com os perfis de sugar daddies que descobri. Não, não eram homens velhos, como esperava encontrar. Gostei do que vi, contactei alguns e esperei. Um deles respondeu.

Dizia-se empresário, tinha 47 anos e queria conhecer-me. Combinámos num local público, um jantar num restaurante da moda, no Chiado, em Lisboa. Conhecia o Alma de nome, mas era um espaço que não tinha possibilidade de frequentar (contarei mais sobre o ambiente e o menu noutra ocasião). Estava nervosa, algo receosa. Ele foi um cavalheiro, de sorriso fácil. Os cabelos grisalhos davam-lhe um charme inusitado.

Conversámos muito. Ele queria saber quem eu era e não menti: uma rapariga de 24 anos, igual a tantas outras, a acabar os estudos, longe ainda de saber o que quer da vida. Queria saber o que me levara ao site e também não menti: queria conhecer alguém que me pudesse dar mais. “O quê?”, perguntou ele. “Não sei. Sei apenas que o que recebi até agora não foi suficiente. Quero mais.”

O jantar foi bom, tão bom como a companhia. Uma noite diferente, uma experiência única, que não me importava de repetir. Trocámos contactos, mas não promessas.

Agora é esperar para ver.